Afeganistão:3 Helicópteros Americanos Despenham-se Matando 14 pessoas
Por Eduardo Ferro 26/10/2009
Entidades
oficiais da NATO anunciaram que 3 helicópteros da coligação internacional no
Afeganistão se despenharam matando pelo menos 11 soldados e 3 civis americanos.
Entidades da
Aliança Atlântica afirmaram que um dos helicópteros se despenhou no leste do
Afeganistão depois das forças americanas e afegãs terem atacado um bastião dos
rebeldes talibãs.
Os outros 2
helicópteros colidiram e despenharam-se no sul do país. As mesmas fontes
afirmaram que em ambos os casos os aparelhos não foram atingidos por fogo
inimigo.
Estas baixas
americanas verificam-se no momento em que o presidente Barack Obama está a
ponderar se deve ou não enviar mais tropas para o Afeganistão. Ajmal Samadi,o
director da organização Afghanistan Rights Monitor, afirmou à VOA que o debate
em curso sobre o envio de reforços está a alienar o povo do Afeganistão e a
fazer com que duvidem do empenhamento de Washington.
"Isso, disse Samadi, deixa os afegãos entre a espada e a parede. Dum lado
um governo corrupto, do outro os talibãs que são extremamente violentos."
Samadi
acrescentou que 8 anos depois da invasão do Afeganistão liderada pelos Estados
Unidos, os talibãs permanecem fortes especialmente no sul do país.
" Temos, disse ele, um governo sombra dos talibãs. Temo que algumas pessoas
no Afeganistão estejam mesmo a falar do regresso dos talibãs visto que se
apercebem do poder que eles têm."
Entretanto em
Cabul verificaram-se pelo segundo dia consecutivo confrontos entre populares e
a polícia durante manifestações contra a alegada profanação do Corão pelas
tropas estrangeiras. 15 pessoas ficaram feridas nos incidentes de hoje.
Esta vaga de
violência verifica-se no momento em que o país se prepara para a segunda volta
das eleições presidenciais no dia 7 de Novembro o pondo o actual presidente
Hamid Karzai ao antigo ministro dos negócios estrangeiros Abdullah Abdullah.
Na primeira
volta das eleições a 20 de Agosto, verificou-se fraude generalizada e muitos
observadores internacionais têm-se interrogado sobre a capacidade do país
conseguir realizar novo escrutínio em tão curto espaço de tempo.