Penas do Angolagate não Afectarão Relações Bilaterais
Por Alexandre Neto 09/11/2009
Pierre Falcone
O governo angolano reagiu com estupefacção à condenação pela
justiça francesa de Pierre Falcone a seis anos de
prisão efectiva no âmbito do julgamento do processo que ficou conhecido
como "Angolagate", um famoso caso de
contrabando de armas para Angola na década de 90, em plena guerra civil.
Falcone que tem o estatuto de diplomata angolano, e seu antigo
aliado Arkayd Gaydamack, um israelita de origem russa, foram as figuras
centrais do negócio que rendeu vários milhões de dólares e envolveu figuras
políticas dos dois países, com uma lista vasta de dignitários angolanos que
receberam volumosas luvas. A justiça francesa deixou contudo de parte as
figuras angolanas envolvidas no caso "Angolagate".
Analistas angolanos pensam que o governo angolano sai chamuscado
deste desfecho, mas esta posição de orgulho ferido não vai atingir as relações
entre Luanda e Paris, tal como fora o caso por
altura da divulgação pública, pela primeira vez, do escândalo
político-financeiro "Angolagate" que apontava inicialmente o próprio
Presidente da República de Angola, como um dos beneficiários das luvas deste
rentável negócio. Ouça a análise no trabalho de reportagem assinado pelo nosso
colaborador Panguinho de Oliveira
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