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A proposta constitucional não era aceitável

22/11/2005

O discurso em que o presidente Mwai Kibaki reconheceu a derrota no referendo constitucional foi transmitido pela televisão e antecedeu os resultados finais.

Kibaki referiu que o resultado constitui um veredicto de que a proposta constitucional não era aceitável pela maioria dos quenianos e elogiou a participação no que denominou de um grande passo na governação democrática do país.

Após mais de doze horas da contagem dos boletins de voto, o presidente da comissão eleitoral declarou que os opositores da proposta constitucional , o denominado grupo laranja, tinha saído vencedor do referendo de segunda feira.

Opositores a proposta de referendo sustentavam que o mesmo concentrava demasiado poder no gabinete do presidente e não na proposta da criação do cargo de primeiro ministro.

Falando pouco depois do anuncio dos resultados finais em Nairobi, o dirigente da oposição, Uhuru Kenyatta, estendeu o apoio aos membros da proposta que se encontravam subordinados ao símbolo de uma banana.

‘Agora que a população queniana decidiu, e no espirito de uma reconciliação real convidamos os nossos colegas do grupo da banana a juntar-se a nos na forma de avançarmos no sentido de uma nova constituição’

Esta foi a primeira vez que os quenianos tiveram a possibilidade de votar num documento constitucional, já que o actual texto remonta a independência do regime colonial britânico há 42 anos atras.

Os analistas sustentam que o resultado do sufrágio pode marcar um ponto de viragem na presidência de Kibaki.

Musambai Katumanga professor de ciência política na Universidade de Nairobi.

‘De imediato poderá existir uma reflexão sobre os resultados do sufrágio, como algo que necessita de ser pensado. Será audácia em avançar e demitir pessoas do outro grupo pois terão de ser demitidos grupos do governo, e isso não vai ajudar o executivo a alcançar os seus objectivos’

Durante a campanha eleitoral o presidente Kibaki ameaçara demitir os ministros que se opunham ao referendo, que foi uma versão modificada de um documento anterior que os representantes de todo o país tinham elaborado após um processo longo de dois anos.

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