Prosseguem hoje, terça-feira, as operações
de busca internacionais do avião da Air France que desapareceu durante uma
tempestade registado quando voava sobre o Oceano Atlântico, na segunda-feira.
Aviões de busca da Franca, Brasil e
Espanha procuram sinais do que poderá ter acontecido ao Airbus A330, que
transportava 228 pessoas do Rio de Janeiro para Paris.
A área de busca é de mais de mil quilómetros
ao largo da costa noroeste do arquipélago brasileiro de Fernando de Noronha.
Os aviões, munidos de equipamento
especial de busca, trabalharam durante toda a noite.
O Brasil também enviou barcos militares
para a zona onde o voo 447 da Air France poderá ter-se despenhado, mas estes só
ali deverão chegar nas próximas horas.
As autoridades dizem que o voo 447
desenrolava normalmente há já algumas horas quando desapareceu do radar e da
zona de contacto com os controladores aéreos brasileiros. O avião enviou uma
mensagem automática referindo uma falha eléctrica. As mensagens foram enviadas
pouco depois do Airbus ter passado uma zona tropical perto do Equador, onde com
frequência se sentem poderosas tempestades e turbulência.
Responsáveis da companhia aérea brasileira
TAM dizem que um dos seus pilotos viu o que parecia fogo no oceano, quando
atravessava a região onde o voo 447 poderá ter desaparecido.
O presidente francês Nicolas Sarkozy
esteve no aeroporto Charles de Gaulle para oferecer as suas condolências às famílias
dos passageiros. Ele disse aos repórteres serem muito pequenas as hipóteses de
encontrarem-se sobreviventes.
A França pediu aos Estados Unidos para
usar satélites espiões e engenhos de escuta no esforço para encontrar o
aparelho.
Peritos em aviação dizem que o
equipamento de gravação a bordo dos aviões emite automaticamente um sinal de localização
durante 30 dias, mas que a profundeza do oceano poderá limitar a distância a
que esse sinal chega.
Muitos dos 216 passageiros e 12
tripulantes eram brasileiros, franceses ou alemães. A bordo iam também nacionais
de mais de duas outras dezenas de países, incluindo dos Estados Unidos. A lista
de passageiros incluía ainda oito crianças.