Quando os dirigentes das
nações mais ricas do mundo se reunirem na cimeira dos G Oito um tópico da
agenda será o combate contra a pobreza em África.
Os países que integram os G
Oito têm fornecido assistência ao desenvolvimento a nações africanas, mas
alguns grupos de ajuda apelam para que seja feito mais.
O encontro anual inclui os
dirigentes das oito nações mais poderosas do mundo. Constitui a oportunidade
para que sejam discutidas soluções para problemas globais. Os grupos de
assistência esperam que os G Oito decidam este ano aumentar a ajuda ao
desenvolvimento em África.
Meredith Alexander que integra
o grupo anti pobreza Action Aid, sustenta que os G Oito têm oportunidade de
ajudar as nações africanas.
"A nossa organização prevê
que este ano cerca de 50 mil milhões de dólares não sejam usados em África
devido a recessão. Existem assuntos como a alteração climática, o crescendo da
crise da fome, temas antigos como a Sida e a educação. Tudo isto são problemas
para África, e será excelente ver os G Oito enfrentarem estes assuntos com
seriedade."
A Action Aid espera que a
agricultura em África seja uma das áreas que virá a receber aumento de ajuda
dos G Oito. Alexander refere que ajudar os pequenos agricultores poderá reduzir
a fome, mas que os G Oito têm um historial de fazer promessas ocas.
"Penso que os dirigentes dos G Oito cumpram
com o que prometem e a principal responsabilidade compete a Itália."
No entanto um relatório
recente divulgado pela organização internacional ONE, sustenta que a Itália não
esta a fazer pressão.
O director do grupo Oliver
Buston afirma que o primeiro ministro italiano Sílvio Berlusconi tem falhado
rotundamente na manutenção da assistência a África prometida na cimeira de
2005.
Buston manifesta esperança em
que os outros dirigentes estrangeiros pressionem a Itália a eliminar os cortes
feitos e fazerem mais para o desenvolvimento da agricultura africana.
"Trata-se basicamente do
cumprimento de promessas feitas. Sabemos que quando as verbas de ajuda são
utilizadas com eficácia podem obter-se grandes resultados. Os países dos G Oito
fizeram promessas as populações mais pobres do planeta. Tem de as manter."
As nações africanas receberam
apenas um terço da assistência prometida em 2005 pelos G Oito, mas os grupos de
ajuda esperam que os dirigentes presentes na cimeira deste ano estejam
conscientes da necessidade de que seja feito mais.