Os Chefes de Estado da cimeira deste ano da União Africana em Addis Ababa, vão eleger novos dirigentes para aquela organização.

Embora e tipicamente a União Africana promova a diversidade regional para a liderança, um grupo de observadores considera que seria melhor favorecer nações que melhor adiram aos preceitos da União Africana.

Todos os anos os Chefes de Estados Africanos escolhem um presidente para dirigir a União Africana para um mandato de um ano.

O novo presidente é habitualmente seleccionado num calendário regional rotativo, permitindo aos dirigentes do norte, do sul, do leste e do oeste de África terem a oportunidade de preencher o cargo.

Todavia, alguns observadores sustentam que este processo é desnecessariamente arbitrário, e que seria melhor escolher os candidatos segundo o mérito dos respectivos países.

Michael Orwa, coordenador da Coligação para o Estado da União que fiscaliza a União Africana, refere que poucos dos anteriores presidentes eram provenientes de países que tinham ratificado os acordos da União Africana.

“Dos últimos cinco, desde a Guiné Equatorial, a Líbia, o Maláui, o Ghana e a Tanzânia, por exemplo, apenas a Líbia tinha ratificado 26 dos 36 instrumentos em vigor”.

A União Africana realizou um encontro de trabalho na África do Sul para recordar aos países membros a importância de ratificarem rapidamente os tratados da organização e aplicar as suas doutrinas.

A União Africana indica que dos 42 tratados adoptados desde a formação da Organização de Unidade Africana, em 1963, apenas 25 entraram em vigor.

Os críticos têm com frequência acusado a União Africana de ser demasiado fraca, em especial em relação às violações dos direitos humanos. Os defensores argumentam que a organização não tem capacidade ou o pessoal para ser uma força mais eficaz.

Para além da eleição do novo presidente da União Africana, os dirigentes africanos vão eleger igualmente o novo presidente da Comissão da União Africana – o principal órgão de decisão da União Africana.

O actual presidente Jean Ping do Gabão, que concorre a um segundo mandato, enfrenta um forte desafio da antiga ministro do Interior sul-africana, Dlamini Zuma.

A eleição está marcada para próxima segunda-feira, e será realizada electronicamente, com os resultados a serem conhecidos de imediato.