As
inspecções que peritos da União Europeia farão a TAAG na próxima semana, vão
encontrar a companhia em melhor posição do que estava há cerca de dois anos
quando foi proibida de voar no espaço aéreo europeu.
Fonte
oficial angolana disse a Voz da América que em resultado do esforço que vem
fazendo para regressar ao espaço aéreo europeu a TAAG obteve do INAVIC há
exactamente uma semana, o certificado de operador.
O
diploma emitido pelo Instituto Nacional de Aviação Civil, órgão regulador,
habilita a TAAG a submeter-se ao crivo dos peritos da União Europeia, que em
Maio de 2007 detectaram uma série de inconformidades nas operações da
companhia. A maior parte dos aviões não dispunha de manuais actualizados, procedimentos
normais de segurança não eram respeitados e os normativos referentes ao
despacho de voos, e gestão de pessoal de cabine também eram violados.
A
22 de Maio passado a TAAG e o INAVIC passaram com sucesso a um levantamento
conduzido pela IATA, Associação Internacional de Transportes Aéreos.
Os
peritos da União Europeia inspeccionarão primeiro o INAVIC, cuja credibilidade
esteve em causa devido a fraca preparação dos seus quadros, e a condescendência
a favor da TAAG.
No
processo de reabilitação de imagem e recuperação de credibilidade as duas
instituições trabalharam juntas nos Estados Unidos na actualização dos manuais.
Ambas possuem novas direcções, e quadros descritos como tendo mais cultura aeronáutica.
Há
uma semana a tripulação de um Boeing 737-770, fez uma demonstração da evacuação
de uma aeronave sujeita a uma aterragem de emergência na água.
Fontes
oficiais angolanas disseram a Voz da América que a demonstração, supervisionada
pelo INAVIC respeitou os 90 segundos previstos nos manuais. As inspecções da UE
começarão nesta segunda-feira, prolongar-se-ão até sexta-feira, 11 de Junho.
A
proibição imposta a TAAG pela UE obrigou a companhia a fretar aeronaves a
terceiros, com custos mensais que andam perto dos 4 milhões e meio de dólares.
Alem
da TAAG foram banidas do espaço aéreo europeu, 56 outras companhias. Fonte
oficial angolana disse a Voz da América que resolvida a questão da TAAG, o
INAVIC devera empenhar-se na certificação de 19 outras companhias registadas em
Angola, sendo que apenas uma, a Sonair, subsidiária da Sonangol cujos aviões estão
registados nas Bermudas, está habilitada a voar para a Europa.

