O presidente
Obama encontrou-se, esta segunda-feira, com o seu homólogo chinês em Pequim,
depois de ter enfatizado a importância da liberdade de informação e respondido
a perguntas de estudantes universitários numa reunião em Xangai.
A primeira etapa
da visita do presidente norte-americano Barack Obama em Pequim foi um encontro
com o presidente da China, Hu Jintao, na Casa de Hóspedes de Estado de
Diaoyutai para conversações e um jantar.
Ao princípio do
dia, o presidente Obama falara com estudantes universitários numa sessão de
perguntas e respostas em Xangai, a capital comercial da China. Obama sublinhou
a importância da cooperação China-Estados Unidos para enfrentar desafios
globais.
“Sabemos
que mais pode ser ganho quando grandes potências cooperam em vez de quando
colidem. “
O presidente
Obama afirmou que os países devem-se respeitar uns aos outros e que um país não
deve impor o seu sistema de governo a outro. Mas ao mesmo tempo, tornou claro
que falará a favor do que os americanos consideram serem as liberdades humanas
básicas.
“Essas liberdades de expressão e religião, de
acesso à informação e participação política, acreditamos serem direitos
universais. Devem estar ao alcance de todas as pessoas.”
Obama disse
também que se opõe às restrições do governo chinês ao acesso à Internet,
sobretudo a algumas páginas de notícias internacionais e sociais.
“Sou um grande adepto da tecnologia e sou um
grande adepto da abertura ao livre fluxo da informação.”
Por outro lado, o
presidente Obama disse aos estudantes universitários chineses pensar que redes
terroristas como a al Qaida continuam a colocar uma grande ameaça à segurança
dos Estados Unidos.
O presidente
Obama volta a reunir-se terça-feira com o presidente Hu Jintao e outros líderes
chineses. Os assuntos na mesa incluem as mudanças climáticas, comércio, a
Coreia do Norte e o Irão. Elementos da Casa Branca disseram que Obama levantará
em privado vários assuntos de direitos humanos com líderes chineses.
O dirigente
norte-americano encontra-se a efectuar a sua primeira visita à China. Para além
das reuniões de alto nível, ele deverá visitar dois dos mais famosos locais
turísticos do país – a Cidade Proibida, onde viveram os imperadores chineses, e
a Grande Muralha da China.