No Sul do Senegal, mais concretamente a sua conturbada província do Casamance,  nos últimos meses, registarm-se alguns dos piores confrontos armados dos últimos anos, na guerra que opõe os separatistas  do Movimento das Forcas Democráticas do Casamance e  as forças governamentais  senegalesas.

A intensidade dos combates atingiu proporções nunca antes vistas  ao ponto de ter deixado  deserta uma pequena localidade rural, com os agricultores a abandonarem as suas culturas  por razões de segurança.

A nova onda de ataques, levou cerca de 200 manifestantes  as ruas de Ziguinchor, a cidade capital daquela província do Senegal, alguns deles empunhando cartazes onde se podia ler "Estamos Cansados da Guerra".

Mas, para nos ajudar a compreender as razões de fundo desse reaparecimento da guerrilha independentista no Casamance, com reflexos sintomáticos a nível dos países da região, a saber-se a Gâmbia e a Guiné-Bissau, neste nossa rubrica Temas e Debates, entrevistamos em exclusivo François Djata, o   comandante de uma das alas armadas do Movimento das Forcas Democráticas do Casamance.

Djata recorde-se que foi, por sinal, o  chefe da guerrilha independentista do  Casamance a aliar-se a rebelião armada de 1998, liderada pelo brigadeiro Ansumane Mané, contra as tropas do então presidente Nino Vieira, estas apoiadas pelas forças militares do Senegal e da Guiné- Conackri.